16.11.2016  

A vida contada sob o olhar: Coldplay

Um jeito diferente de contar nossas histórias é usar de boas trilhas sonoras. Hoje alguns momentos e sentimentos especiais da minha vida serão retratados sob o olhar de uma das minhas bandas preferidas desde sempre.

Define os melhores momentos

Every Teardrop is a Waterfall representa muito bem o meu estado de espírito quando as coisas estão bem. Ouvir essa música ao vivo no Maracanã ficou gravado como uma das minhas melhores memórias.

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13.11.2016  

Taking Stock

foto

Fazendo: trabalho
Lendo: terminando de reler a saga Harry Potter. Atualmente estou no Ordem da Fênix
Querendo: um pouco menos de marasmo
Planejando: fazer psicanálise
Desfrutando: do auto-conhecimento
Gostando: de Black Mirror
Amando: o dia que nasce sempre
Admirando: a nossa capacidade de renovação
Necessitando: voltar para a academia
Seguindo: bons feeds no instagram
Notando: que já passou da hora
Sabendo: que nem tudo é tão difícil como eu acho ser
Pensando: em viajar
Sentindo: ansiedade

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O Taking Stock original, aqui.

12.11.2016  

amargamente

E dói. A reforma íntima é um incessante esforço de busca interior. Hoje, amargamente, terminei comigo. Encerrei dentro de mim um processo de auto-flagelação, uma escolha decidida de que as coisas como estão não são como deveriam ser. O livro de lágrimas pesadas um dia haveria de terminar: os capítulos mais duros de seu ápice foram suficientes para concederem à protagonista uma chance de redenção.

A dor tem sabor amargo, sabe. Te faz perder tempo. O desenrolar das nossas histórias é natural e enquanto o enredo segue o compasso do relógio, a vida se escreve em linhas tortas. Mas são as palavras que realmente importam, muito mais que o número de páginas e de personagens criados. Aquilo que está escrito sobre o que você é, o que você quer, o que você fez, o que você sente e o que você pensa é tão essencial para o fim da história quanto para a sua continuação. Os capítulos se iniciam, se desenvolvem, se cessam… dentro deles dormem silenciosas as diretrizes dos parágrafos futuros. Um futuro grato pelo passado escrito.

Hoje, amargamente, este capítulo de dor teve de se encerrar. Muitas vezes no curso natural da escrita, o fluxo de pensamento é o que dá o tom da história. São ações alimentadas por pensamentos doloridos, versões e versões de um protagonista que anda, bebe, come, beija, narra, guia, vê, trabalha, senta, deita, lava, dorme, lê, abraça e sente, controlado cegamente por um ciclo venenoso de emoções. No meio do parágrafo (ou do verso), entretanto, aparecem de maneira sutil as chances de se colocar, abruptamente, um ponto final. É, dentro do fluxo, a decisão fundamental de encerramento: a escolha de cessar o capítulo, pois sua história já está fatigada e inexpressiva.

Os capítulos de dor e lágrimas da minha história descrevem, juntos, um livro importante de crescimento. Hoje, amargamente, decidi que sem o final, um novo capítulo num novo livro não seria possível. O desejo de novas palavras, novas versões e novas linhas é maior e muito mais pungente que o de permanência do presente em rascunho. Havia de terminar. Tinha de encerrar.

Hoje, amargamente, descrevo as linhas de um novo parágrafo. Um em que eu, decididamente, escolhi ser feliz.

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