14.07.2014  

23 primeiras impressões além mar

  1. A fila para checar o passaporte sempre será imensa;
  2. Mesmo que não haja carros na rua, as pessoas esperam o sinal para pedestres ficar verde para atravessar;
  3. As mulheres ficam de biquini em parques e tomam sol;
  4. Os restaurantes servem comida esquentada e não feita  na hora (salvo raras exceções);
  5. E algumas carnes ficam em bandejas, cruas, pra você pegar a quantidade que quiser e entregar pro churrasqueiro assar;
  6. Água pode ter o sabor que você quiser, inclusive o de água mesmo. Dá até pra escolher entre gaseificada, médio-gaseificada e natural;
  7. As casas não possuem ralos e muito menos rodos;
  8. A arquitetura é linda, antiga e detalhista. Todo prédio vale uma foto, mesmo os mais empoeirados;
  9. Olá e Tchau são a mesma coisa: “szia” (pronuncia-se “see ya”);
  10. Assim como “Com licença” e “Desculpe”: “elnézést” (pronuncia-se “élézixxt”);
  11. Os banheiros não possuem latas de lixo (e se você diz que no Brasil tem, escuta um “urrrghh”);
  12. As construções são impressionantemente grandes e cheias de história, cada pedacinho tem algo a dizer;
  13. Ter medo de andar e se perder;
  14. Estudante é estudante húngaro e a sua carteira de estudante internacional não vale muita coisa;
  15. Todo lugar na Europa tem um restaurante turco que fica aberto 24h, salvando vidas esfomeadas;
  16. Há mais Spars por metro quadrado do que qualquer outra coisa em Budapeste;
  17. Atendente de supermercado é carrancudo em qualquer lugar do mundo;
  18. Ter uma moeda com muitos zeros é muito difícil de entender;
  19. Sempre pode ter um camelô logo no subsolo abaixo de um shopping chique;
  20. Nem todo mundo sabe falar inglês, mas pra ajudar sempre tem um que tenta;
  21. Os gringos são mesmo bonitos e usam muitas bermudas coloridas meio curtas, com as barras dobradas;
  22. O corte de cabelo masculino da moda europeia é “rapado dos lados e jogado pro lado”;
  23. E que a saudade só aperta porque você tem motivos para amar 🙂

01.07.2014  

Rafaella no coração dos magiares

Estou ensaiando este texto desde o dia em que comprei minhas passagens com destino à Budapeste. A gente que é goiano de pé rachado e nunca viu um avião internacional na vida, se enche de dúvidas e questionamentos sobre como deve ser o mundo além fronteiras brasileiras.
São só 2 meses de viagem, mas o coração tá acelerado. O quanto se pode aprender em um intercâmbio de 6 semanas? O quão se pode conhecer do mundo em 60 dias?
Recebi um email de Manasi, uma indiana que também é intercambista do projeto, tão cheia de dúvidas quanto eu. Estamos conversando, ansiosas de trabalharmos juntas em Debrecen. Aos que ainda não estão inteirados, iremos trabalhar em um campo de refugiados administrado pelo escritório de imigração da Hungria, em Debrecen. Posso dizer que em alguns metros quadrados terei a oportunidade de conhecer mais do mundo, eu espero.
Tô com medo de ler tudo em Húngaro e não entender; tô treinando mimiquês pra falar com as famílias árabes que moram no campo; tô segurando as bica pra não gastar a toa e poder viajar o máximo que puder (carpe diem enquanto o dinheiro suado permite); tô ansiosa pra ver qualequié a do Chico Buarque sobre Budapeste; mas tô bem mais ansiosa pra ser um impacto na vida de alguém, pra receber conhecimento e ensinar, se eu puder.
Debrecen
Daqui uns dias estou indo e pra quem tá curioso, como eu, pra saber o que vai ser de mim no coração da Hungria, um outro intercambista que já fez o mesmo projeto pela AIESEC deixou sua contribuição bem aqui: http://experience.aiesectoronto.com/?p=257. Tá em inglês, mas nada que um tradutor não resolva. 
Depois de ler isso fiquei bem mais ansiosa, se posso dizer 🙂
Vou registrar aqui as minhas experiências do intercâmbio, assim nada fica perdido em posts aleatórios no Facebook e no Instagram.
Viszlát!