saudações a Madiba

“Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor de sua pele, da sua origem ou de sua religião. Para odiar, é preciso aprender. E, se podem aprender a odiar, as pessoas também podem aprender a amar” (Mandela)

Hoje, Mandela completa 95 anos. 18 de julho é o dia do Madiba, dia daquele que lutou pela liberdade num país confrontado por históricos problemas e dificuldades. Madiba é uma das referências que levo em minha carreira, não só pelo posicionamento diplomático mas também porque ele de certa forma diz aquilo que precisamos ouvir. Precisávamos ouvir sobre amor, paz, liberdade e comunhão no Apartheid. E Madiba nos citou as palavras.

Imagem: Céu em Degradê

Em janeiro do ano passado comecei (e não terminei) a ler Conversas que tive comigo, uma compilação das diversas cartas e mensagens enviadas por Mandela a seus familiares, amigos e inimigos durante seu tempo em prisão. Destaco aqui minha saudação a Madiba: poucos são os líderes que permanecem no coração e mente de um povo. Poucos são aqueles que inspiram gerações. E esse trecho de carta é, sem dúvida, uma de suas maiores contribuições para as minhas reflexões.

“(…) a cela é um lugar ideal para aprendermos a nos conhecer, para se vasculhar realística e regularmente os processos da mente e dos sentimentos. Ao avaliarmos nosso progresso como indivíduos, tendemos a nos concentrar em fatores externos, como posição social, influência e popularidade, riqueza e nível de instrução. Certamente são dados importantes para se medir o sucesso nas questões materiais, e é perfeitamente compreensível que tantas pessoas se esforcem tanto para obter todos eles. Mas os fatores internos são ainda mais decisivos no julgamento do nosso desenvolvimento como seres humanos.
     Honestidade, sinceridade, simplicidade, humildade, generosidade pura, ausência de vaidade, disposição para ajudar os outros – qualidades facilmente alcançáveis por todo indivíduo – são os fundamentos da vida espiritual. O desenvolvimento de questões dessa natureza é inconcebível sem uma séria introspecção,, sem o conhecimento de nós mesmos, de nossas fraquezas e nossos erros. Pelo menos – ainda que seja a única vantagem – a cela de uma prisão nos dá a oportunidade de examinarmos diariamente toda a nossa conduta, de superarmos o mal e desenvolvermos o que há de bom em nós.
       A meditação é diária, de uns 15 minutos antes de nos levantarmos, é muito produtiva nesse aspecto. A princípio, pode ser difícil identificar os aspectos negativos em sua vida, mas a décima tentativa pode trazer valiosas recompensas. Não se esqueça de que os santos são pecadores que continuam tentando.”

(fragmento de carta para Winnie Mandela, escrita na prisão de Kroonstad. 01.02.1975)

2 respostas para “saudações a Madiba”

  1. Andrea disse:

    OI Rafaella…
    Mto bacana seu blog.
    E esse post é especial….admiro bastante Mandela…fiquei com vontade de ler “Conversas que tive contigo”.
    Parabéns a ele e a vc.
    Da outra ariana…rs
    Andrea

    • Oi, Andrea! Esse livro é MUITO bom! Se a gente morasse na mesma cidade eu te emprestava haha! Vale a pena ler. Não é um romance, é uma compilação de cartas mesmo e são misturadas no tempo, sem ordem cronológica. Há tantos textos profundos… acho que você vai gostar! Vale a pena 🙂

      E obrigada pela visita!
      Beijos
      Da ariana 1 🙂

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