Solstícios e equinócios

E tudo antes parecia tão normal,
indolor aos minutos que sumiam
lento vento
velho tempo
não carecia olhar o passado, outono

apenas desejar o futuro
voando por brisas primaveris
conversar terceiras, quartas estações
brilhando o olho, sonhando dor

Envolta numa colcha de retalhos
protegendo-se do frio, relógio insipiente
ela pensava cintilar o verão,
transpassar o inverno…

Venha calor!
trazer consigo fulgor e compaixão!
Leva embora consigo o cinza, o escuro, o sul
Traga norte, amor e ouro!

Canta sua melodia de Sol
bronzeando a pele devolvendo vida
perpassa pelo coração da pequena,
envolta em colcha de retalhos, pois

Envolva com a tua claridade,
afasta o frio, o sóbrio
e volta;

volta trazendo sorrisos.

Uma resposta para “Solstícios e equinócios”

  1. Pablo disse:

    Gosto dos teus poemas, gostei de todos os que li até agora! Mas esse tem algo de melancólica esperança que me agrada! =)

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